Parte 3: Lucas resgata Elena de tumba aquática e descobre segredo sombrio sobre o assassinato de seu pai antes que Beatriz acione dispositivo de destruição na mansão

Parte 3: Lucas resgata Elena de tumba aquática e descobre segredo sombrio sobre o assassinato de seu pai antes que Beatriz acione dispositivo de destruição na mansão

 Parte 3: Lucas resgata Elena de tumba aquática e descobre segredo sombrio sobre o assassinato de seu pai antes que Beatriz acione dispositivo de destruição na mansão

O estalo surdo da mão de Elena caindo contra a pedra ecoou sob a superfície com a sobriedade de um fim prematuro. A água gelada começou a preencher suas vias aéreas em uma queimação insuportável, mas o choque térmico fez seu corpo responder com um espasmo involuntário de sobrevivência. Com a visão quase completamente tomada pela penumbra negra, seus dedos dormentes engancharam no anel de metal frio no fundo do bolso encharcado. Ela puxou a pequena chave de aço inoxidável com o resto de vida que lhe sobrava, impulsionando o corpo para cima com a perna saudável em um último esforço desesperado.

Na superfície, Lucas usava um pé de cabra pesado de ferro fundido que arrancara da caixa de ferramentas do jardim. Ele cravou a ponta de aço na fresta entre as placas de ardósia e o deque, jogando todo o peso de seu corpo sobre a alavanca. O som de madeira se despedaçando e metal retorcido rasgou a noite. A trava principal cedeu com um estalo seco, e a placa de ardósia deslizou alguns centímetros para o lado, abrindo uma fresta estreita.

Lucas não esperou o painel abrir completamente. Ele mergulhou as mãos na água escura e agarrou os pulsos gélidos de Elena.

Com um urro de pura adrenalina, ele a puxou para fora da tumba aquática, arrastando o corpo inerte sobre a madeira molhada. O gesso encharcado pesava como chumbo. Elena caiu de lado na varanda, os lábios arroxeados e o peito imóvel. Lucas ajoelhou-se sobre ela imediatamente, posicionando as mãos trêmulas sobre o centro do peito dela e iniciando as compressões cardíacas com desespero manchado de sangue.

«Bata, por favor… volta para mim!», ele implorava, alternando entre as compressões e sopros de ar em sua boca fria. «Não nos deixe agora!»

Beatriz assistia a tudo a poucos passos de distância, encostada no guarda-corpo com os braços cruzados e uma expressão de desdém imperturbável. «É inútil, Lucas. O cérebro dela já ficou sem oxigênio por tempo demais. Você está tentando ressuscitar um cadáver.»

Ignorando as palavras venenosas da mãe, Lucas pressionou o peito de Elena com mais força. No quinto ciclo, o corpo dela deu um sobressalto violento. Elena tossiu ruidosamente, expelindo uma grande quantidade de água turva sobre as tábuas e puxando o ar para os pulmões em um chiado agudo e doloroso. Suas pálpebras tremeram e se abriram devagar, revelando olhos marejados e confusos.

Lucas a abraçou forte, chorando contra o pescoço dela. «Você conseguiu… meu Deus, você está viva.»

Mas a respiração de Elena continuava entrecortada. Ela não olhou para Lucas; seus olhos fixaram-se na chave de aço que ainda apertava contra a palma da mão sangrenta. Com a voz rouca e falhada pelo afogamento, ela sussurrou contra o ouvido dele: «Não foi a mamãe quem me empurrou para proteger a herança… ela fez isso para esconder a verdade sobre o seu pai.»

Lucas congelou. Ele se afastou ligeiramente para encarar o rosto pálido de Elena. «Do que você está falando?»

Elena ergueu a mão fraca e apontou o polegar para a chave. «Esta chave abre o cofre submerso no fundo do reservatório da piscina. Seu pai não morreu de ataque cardíaco há dez anos, Lucas… ele foi trancado lá dentro por ela.»

Um silêncio aterrador caiu sobre o deque. A respiração de Beatriz, até então ritmada e aristocrática, travou instantaneamente. Pela primeira vez na noite, a máscara de compostura da matriarca ruiu, dando lugar a uma palidez mortal.

Lucas virou a cabeça devagar na direção da mãe, a mente tentando processar a gravidade daquela revelação. Antes que ele pudesse pronunciar uma única palavra, o som característico de sirenes de emergência e carros de polícia ecoou ao longe, subindo a estrada sinuosa da montanha em direção à mansão dos Vasconcellos.

Beatriz deu um passo rápido para trás, levando a mão ao bolso interno do terno de veludo e sacando um pequeno controle remoto preto com uma única antena retrátil.

«Você sempre foi sentimental demais para governar este império, Lucas», disse Beatriz, a voz vibrando com um toque de loucura contida. «Se o nome da nossa família vai ser dragado pela lama, não haverá nada para ninguém herdar.»

Ela pressionou o botão vermelho no centro do dispositivo.

Um estalo elétrico estridente ecoou sob o piso do deque, seguido pelo som repentino de bombas hidráulicas de alta pressão sendo ativadas na estrutura da casa. Os holofotes do jardim piscaram e se apagaram, imergindo toda a propriedade na escuridão, iluminada apenas pelas luzes giratórias vermelhas e azuis dos carros de polícia que acabavam de cruzar o portão principal.

Antes que Lucas pudesse se levantar para desarmá-la, a estrutura de vidro da varanda sob seus pés começou a vibrar violentamente. Um vazamento de gás denso e com cheiro acre começou a subir pelas frestas do piso do deque.

Elena segurou a manga da camisa de Lucas com as poucas forças que lhe restavam. «Lucas… o bebê… a minha barriga parou de mexer.»

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