Parte 7: Com o tempo esgotandose e uma armadilha mortal em curso, Roberto foge de perseguidores implacáveis para tentar salvar a filha

Parte 7: Com o tempo esgotandose e uma armadilha mortal em curso, Roberto foge de perseguidores implacáveis para tentar salvar a filha

 Parte 7: Com o tempo esgotandose e uma armadilha mortal em curso, Roberto foge de perseguidores implacáveis para tentar salvar a filha

O brilho vermelho da contagem regressiva pulsava na escuridão, projetando sombras rubras sobre os dedos manchados de sangue de Roberto. Cada segundo que passava parecia rasgar o ar em silêncio, ecoando como o tique-taque ensurdecedor de uma bomba relógio. O tempo estava correndo contra ele, e o corpo ainda quente de Helena jazia no chão frio, levando consigo as respostas que ele precisava para salvar Sofia. Roberto respirou fundo, sentindo o gosto amargo da fumaça e do desespero, e enfiou o pen-drive no bolso da jaqueta. Ele não tinha escolha. Se o laboratório submerso era uma armadilha ou não, era o único rastro deixado por Alencar e pela mulher que se passara por Helena.

Ele cambaleou em direção ao próprio carro, cujos pneus traseiros estourados e a lataria amassada testemunhavam a violência da emboscada. A chave ainda estava na ignição. Ao girá-la, o motor tossiu fumaça preta antes de estabilizar com um ronco metálico e irregular. Roberto engatou a marcha à ré com força, sentindo a suspensão gemer enquanto o veículo pulava sobre os destroços do portão. Antes de pisar fundo no acelerador, ele olhou pelo retrovisor e viu um clarão azulado surgir na curva distante da estrada. Faróis altos. Um veículo voltava em alta velocidade, cortando a neblina da madrugada diretamente em sua direção.

O coração de Roberto disparou. Alencar havia descoberto que o corpo deixado para trás pertencia a Helena, ou a contagem regressiva no pen-drive era apenas o gatilho para um rastreador de proximidade? Ele virou o volante bruscamente para o acostamento, jogando o carro em meio ao matagal alto para escapar da linha de visão dos faróis. O veículo bateu com violência contra arbustos espinhosos, fazendo o painel piscar em pane elétrica. Contendo a respiração, Roberto abaixou-se no banco do motorista, espiando pelo para-brisa trincado enquanto o automóvel desconhecido reduzia a velocidade exatamente onde ele estava segundos antes.

A porta do carro misterioso abriu-se com um rangido metálico. Uma silhueta alta desceu, segurando o que parecia ser um dispositivo de varredura eletrônica que piscava em verde. A luz refletiu no rosto do recém-chegado, revelando traços que Roberto reconheceu imediatamente, embora estivessem ocultos por anos de mentiras e documentos falsificados. Era o próprio irmão mais velho de Alencar, dado como morto em um naufrágio na mesma época em que Helena desaparecera.

O homem olhou para o chão onde Helena jazia momentos antes, mas encontrou apenas o gramado vazio e o sangue fresco. Um sorriso cínico brotou em seus lábios enquanto ele levantava o comunicador preso ao colarinho da camisa. — Alvo perdido no setor alfa. Ele pegou a isca. O protocolo final foi ativado — disse o homem, a voz fria cortando a neblina.

No mesmo instante, o visor digital do pen-drive no bolso de Roberto emitiu um bipe agudo e estridente. O número vermelho saltou na tela, acelerando o ritmo da contagem regressiva pela metade: 00:29:59… 00:29:58…

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