Parte 6: Mariana descobre que seu filho está vivo e enfrenta chantagens e tiros em meio a um incêndio antes de um resgate impressionante revelar a verdade sobre a criança que ela carrega

Parte 6: Mariana descobre que seu filho está vivo e enfrenta chantagens e tiros em meio a um incêndio antes de um resgate impressionante revelar a verdade sobre a criança que ela carrega

 Parte 6: Mariana descobre que seu filho está vivo e enfrenta chantagens e tiros em meio a um incêndio antes de um resgate impressionante revelar a verdade sobre a criança que ela carrega

O chão sob as pernas de Mariana parecia ter sumido completamente. As palavras da Dra. Valéria ecoavam como um zumbido doloroso, rasgando cada fibra de sua sanidade. O seu bebê de verdade… vivo. Todas as noites de choro, o luto sufocante, o vazio no peito que a acompanhara durante o último ano — tudo havia sido um teatro sórdido, manipulado pelas pessoas que agora a encurralavam em um corredor em chamas.

Ela olhou para o pequeno Gabriel em seus braços. O menino a encarava com olhos arregalados, a mãozinha minúscula agarrada à sua gola. A criança que ela jurara proteger com a própria vida era o trunfo de Arthur, mas o seu próprio sangue estava em algum lugar do mundo, indefeso, sob o controle daqueles monstros.

— Você é um demônio… — a voz de Mariana saiu rasgada, trêmula de puro horror. — Como você pôde fazer isso com uma mãe?

— Negócios, minha cara — respondeu Arthur, sem alterar a modulação da voz, estendendo a mão espalmada. — O seu bebê foi a apólice de seguro perfeita para manter você calma, cooperativa e vulnerável. Agora, o tempo acabou. Entregue o Gabriel.

Um som cavo de estilhaçamento ecoou às costas de Mariana. A estrutura do teto acima do patamar começou a ceder rápido, caindo em grandes blocos de alvenaria incandescente. O fogo começava a lamber a porta de ferro retorcida. Do outro lado, o silêncio de Mateo era mais aterrorizante do que os seus gritos de antes.

Mariana apertou o bebê contra o peito e começou a se levantar devagar, mantendo os olhos fixos nos homens armados. O suor frio misturava-se com a fuligem em sua pele.

— Me dê a localização do meu filho primeiro — exigiu ela, tentando dar firmeza ao tom, embora cada músculo do seu corpo estremecesse. — Se você der mais um passo, eu me jogo pela janela do fim do corredor com a criança.

Arthur soltou uma risada curta e seca, um som de puro deboche que fez os pelos do braço de Mariana se arrepiarem.

— Você não faria isso. Você se apegou demais a ele para destruí-lo. E além disso… você não precisa se jogar para morrer.

Antes que Mariana pudesse processar o aviso, o homem tático à direita de Arthur sacou um silenciador e apontou diretamente para o peito da Dra. Valéria. Um estampido abafado cortou o ar agitado pelo calor.

A médica congelou. Os olhos dela se arregalaram em choque absoluto enquanto um ponto vermelho se espalhava rapidamente pelo tecido branco de sua blusa. A pasta de couro preta escapou de suas mãos, caindo no chão e espalhando dezenas de papéis e fotos antes que seu corpo tombasse pesado contra o cimento.

Mariana abafou um grito, dando dois passos para trás. O pânico primordial tomou conta de suas veias.

— Valéria já cumpriu a função dela — disse Arthur calmamente, passando por cima do corpo da médica sem sequer olhar para baixo. — Ela sabia demais. E você, Mariana, está prestes a cometer o mesmo erro. A diferença é que você ainda tem uma escolha: me entregar o meu filho e receber as coordenadas do seu, ou morrer aqui e deixar os dois garotos órfãos.

Mariana olhou deseperadamente para os papéis espalhados no chão, cobertos de sangue e fuligem. Em uma das fotos que flutuara até seus pés, ela pôde ver o rosto de um bebê de um ano, com cabelos escuros e uma pequena marca de nascença em forma de meia-lua no ombro esquerdo. A mesma marca que o seu marido falecido tinha. Era o seu filho.

Uma lágrima quente cortou a poeira em seu rosto. Ela desviou o olhar da foto para Arthur. A distância entre eles era de menos de três metros.

— Eu não confio em você — sussurrou ela.

— Você não tem o luxo de confiar, Mariana. Você só tem a opção de obedecer.

De repente, a porta de ferro retorcida atrás de Mariana foi atingida por uma força brutal. Não era Mateo. A estrutura de aço cedeu de vez, caindo para a frente e revelando a figura colossal de um homem vestindo o uniforme dos bombeiros, mas armado com um fuzil de assalto tático. Ele não hesitou: abriu fogo imediatamente contra os homens de Arthur.

O som ensurdecedor dos tiros ricocheteando nas paredes de concreto transformou o corredor em um inferno de fumaça e estilhaços. Arthur praguejou, sendo empurrado para trás pelo seu segurança sobrevivente enquanto buscavam cobertura na curva do corredor.

Mariana se encolheu no chão, cobrindo o bebê com o próprio corpo enquanto os projéteis voavam por cima de sua cabeça.

O suposto bombeiro avançou rápido até ela, abaixando-se e segurando-a firme pelo braço. Quando ele levantou a viseira do capacete, o impacto acertou Mariana como um golpe no estômago.

Não era um bombeiro. Não era um resgatista.

Era o homem que ela vira ser enterrado ao lado do pai de Mateo há três anos — o inspetor de polícia que investigava a família e que todos acreditavam ter sido assassinado em uma emboscada.

— Levante agora, Mariana! — gritou ele, a voz rouca por causa da fumaça, puxando-a para cima. — O Arthur mentiu para você! O bebê no seu colo não é filho dele!

Mariana travou, o coração disparado contra as costelas.

— O quê?!

O homem a arrastou em direção à abertura na parede, de onde o ar frio da noite entrava desesperadamente.

— Gabriel não é filho do Arthur e nem do Mateo — disse o inspetor, olhando nos olhos dela enquanto o fogo cercava a saída. — Esse bebê é o único herdeiro legítimo da família rival que eles destruíram… e a criança que está no cativeiro não é o seu filho. O seu verdadeiro filho está dentro desta sala.

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