Parte 2: Acometida por uma conspiração mortal da própria família para roubar sua herança, uma jovem grávida reage violentamente durante um evento de gala e desencadeia um confronto devastador ao descobrir crimes ocultos dos sogros

Parte 2: Acometida por uma conspiração mortal da própria família para roubar sua herança, uma jovem grávida reage violentamente durante um evento de gala e desencadeia um confronto devastador ao descobrir crimes ocultos dos sogros

 Parte 2: Acometida por uma conspiração mortal da própria família para roubar sua herança, uma jovem grávida reage violentamente durante um evento de gala e desencadeia um confronto devastador ao descobrir crimes ocultos dos sogros

O piso de epóxi branco da galeria refletia as luzes embutidas como um oceano de gelo, mas a verdadeira tempestade estava prestes a devastar a gala de arte da família Vance. Helena, a matriarca cujo olhar frio governava o império imobiliário da cidade, observava a nora com um desprezo velado. Ao lado dela, Rodrigo ajustava o relógio de prata no pulso, o sorriso debochado estampado no rosto de quem sempre se julgou intocável.

Para os cem convidados da alta sociedade, Helena era a viúva benfeitora e Rodrigo o herdeiro brilhante. Apenas Maya sabia a verdade por trás daquela fachada impecável.

Sob o vestido de veludo roxo-ameixa, a mão de Maya repousava sobre a barriga saliente de seis meses. Não era apenas um filho que ela carregava; era o último obstáculo no testamento de seu falecido sogro, que deixara toda a fortuna sob uma condição estrita: o controle das empresas passaria integralmente para a mãe do primeiro neto legítimo, e não para Rodrigo. Há semanas, Maya vinha recebendo bilhetes anônimos avisando que o bebê jamais veria a luz do dia. Ela achava que as ameaças vinham de rivais de negócios, mas a conversa que ouvira minutos atrás, nos bastidores do camarim, mudara tudo.

— O acidente de carro precisa parecer natural, mãe — sussurrara Rodrigo, ajustando a camisa de linho. — A criança não pode nascer.

O ar fugiu dos pulmões de Maya. O homem com quem se casara e a mulher que a acolhera planejavam o seu fim.

Antes que conseguisse recuar no corredor escuro, o olhar de Helena a interceptou. O silêncio que se seguiu no salão principal foi brutal, interrompido apenas pelo som das ondas colidindo contra os painéis de vidro ao fundo.

Sem dizer uma palavra, Helena avançou. A mão de unhas perfeitamente esculpidas agarrou a nuca de Maya com uma força visceral, puxando seu cabelo negro e empurrando seu rosto com violência contra a mesa pedestal de pedra. O impacto não veio da pedra, mas do calor escaldante de uma tigela cerâmica cheia de sopa de frutos do mar fervente.

O líquido quente espirrou para todos os lados, sujando o epóxi impecável e manchando o veludo do vestido. Os gritos contidos dos convidados ecoaram pelo teto alto da galeria.

Limpando desesperadamente os olhos e a pele em brasa, Maya arquejou, lutando para respirar enquanto a raiva tomava o lugar do choque. Instintivamente, sua mão trêmula envolveu a barriga, fechando-se em um punho protetor e firme contra o tecido molhado. O bebê chutou. Ele estava vivo.

À sua frente, Rodrigo deu um passo para a frente, ajeitando o punho da camisa. Ele apontou para Maya e soltou uma gargalhada alta, arrogante e maligna que ecoou pela sala.

— Aprenda o seu lugar, sua miserável! — debochou ele, com o olhar brilhando de desdém.

Foi o erro dele.

Com a rapidez de um raio e a força acumulada de meses de humilhação, Maya girou o corpo. O som da sua mão atingindo a bochecha de Helena ressoou como um tiro pelo salão de pedra.

A matriarca cambaleou para trás, chocando-se contra uma coluna de concreto. A marca vermelha em seu rosto contrastava com o loiro platinado do cabelo.

— Sua vadia insolente! — gritou Helena, agarrando a própria face em absoluto choque.

Maya não recuou. Deu um passo à frente com o olhar gélido, ignorando a sopa que ainda gotejava por seu queixo. Fixou os olhos em Rodrigo, que congelara o sorriso no rosto.

— O seu reinado de terror acaba hoje — disse ela, a voz baixa, mas afiada como uma lâmina.

Ela deu mais um passo em direção ao marido, perto da escultura de bronze. Baixando as mãos até a mesa de exposição, segurou com firmeza as bordas da pesada tigela cerâmica que ainda continha o restante do líquido fervente. O estalo do peso da cerâmica rasgando a pedra fez os convidados recuarem.

— Engula o seu próprio veneno! — sentenciou Maya, avançando contra Rodrigo.

Antes que ele pudesse reagir, ela arremessou todo o conteúdo restante diretamente no rosto e na camisa dele. Rodrigo deu um passo em falso, sufocando com o impacto do líquido quente. Mas Maya não parara. Com um movimento contínuo, agarrou o grande balde de champanhe de prata que repousava sobre a mesa lateral e jogou toda a água congelada e os cubos de gelo na cara do marido sobressaltado.

— Você enlouqueceu?! Pára! — berrou Rodrigo em pânico, tiritando de frio e dor, cego pelo gelo e pela sopa.

Mas o verdadeiro perigo não vinha dele.

Com o rosto inflamado de ódio, Helena soltou a bochecha e avançou como uma fera ferida. Seus olhos pareciam prestes a saltar e as mãos se abriram em garras afiadas enquanto ela se lançava cegamente contra a nora grávida.

— O que você fez com o meu filho?! — gritou a velha, a voz descontrolada ecoando pelo salão no exato momento em que suas mãos alcançavam o pescoço de Maya.

No meio da confusão e do caos, o celular no bolso de Maya começou a vibrar intensamente com uma notificação na tela molhada. Era uma mensagem automática da perícia particular que ela contratara em segredo para analisar a morte de seu sogro.

A análise toxicológica do seu sogro ficou pronta. Não foi ataque cardíaco. Rodrigo e Helena usaram o mesmo veneno no teste de paternidade do seu bebê.

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